sábado, 14 de setembro de 2013

Atletas ituanos faturam medalhas no Paulista de Taekwondo !

Publicado: Terça-feira, 30 de abril de 2013 por André Roedel
Segunda etapa do torneio aconteceu dia 28 de abril.
divulgação
Foto
Atletas da equipe Neto Taekwondo posam com as medalhas conquistadas na segunda etapa do Campeonato Paulista
Ferraz de Vasconcelos (SP) recebeu no dia 28 de abril a segunda etapa do Campeonato Paulista de Taekwondo. A competição, que é organizada pela Liga Nacional de Taekwondo e acontece no ginásio municipal “Paulo José da Cruz”, contou com a excelente participação da equipe Neto Taekwondo, de Itu.
Os alunos do mestre Wanderlei Neto conquistaram três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze na competição estadual.
Confira os atletas e suas conquistas:
Diego Pinho - medalha de ouro (categoria mirim)
Felipe Matheus - medalha de ouro (categoria infantil)
Leandro Rodrigues - medalha de ouro (categoria juvenil)
Evandro Pereira - medalha de prata (categoria juvenil)
Marco Antonio - medalha de prata (categoria master)
Felipe Boff - medalha de bronze (categoria juvenil)

domingo, 16 de junho de 2013

Os protestos contra o aumento das tarifas de transporte público no Brasil em 2013

Os protestos contra o aumento das tarifas de transporte público no Brasil em 2013 começaram em fevereiro em Porto Alegre e se espalharam por outras grandes cidades, como São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro, Natal e Curitiba. Dentre os principais organizadores das manifestações está o Movimento Passe Livre (MPL), fundado em uma plenária no Fórum Social Mundial em 2005, em Porto Alegre.
As manifestações contra o aumento das passagens de ônibus começaram em Porto Alegre em março, quando manifestantes conseguiram fazer com que a prefeitura reduzisse o preço das passagens.2
Em Goiânia, as manifestações iniciaram-se no dia 16 de maio, antes do anúncio oficial de aumento da tarifa, que ocorreu dia 22. As tarifas chegaram a subir de R$ 2,70 para R$ 3,00. Os protestos tiveram seu pico no dia 28 do mesmo mês, na Praça da Bíblia, no Setor Leste Universitário. Quatro ônibus foram destruídos, dois incendiados e dois depredados, e 13 veículos sofreram algum tipo de dano. Na ocasião, 24 estudantes acabaram detidos por vandalismo e desobediência. A última manifestação ocorreu no dia 6 de junho, quando estudantes interditaram ruas do Centro da capital, queimaram pneus, lançaram bombas caseiras e quebraram os vidros de um carro da polícia. No dia 13 de junho, as tarifas voltaram a custar R$ 2,70, após liminar expedida pelo juiz Fernando de Mello Xavier, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Na decisão, o juiz argumentou que desde o último dia 1º de junho as empresas de transporte coletivo deixaram de pagar os impostos PIS e Cofins, porém essa isenção não foi repassada ao usuário goianiense.3
Na cidade de São Paulo, a onda de manifestações populares teve início quando a prefeitura e o governo do estado reajustaram os preços das passagens dos ônibus municipais, do metrô e dos trens urbanos de R$ 3,00 para R$ 3,20.4 Desde janeiro de 2011, o preço das tarifas dos ônibus municipais de São Paulo era de R$ 3,00.5 nota 1 Já o valor das tarifas dos trens urbanos e do metrô (de propriedade do governo do estado de São Paulo) havia sido reajustado pela última vez em fevereiro de 2012 para esse mesmo valor.7 No início de 2013, logo após começar seu mandato, o novo prefeito Fernando Haddad anunciou que a tarifa sofreria um aumento ainda no primeiro semestre daquele ano.8 Em maio, o governo federal anunciou a publicação de uma medida provisória que desonerava o transporte público da cobrança de dois importantes impostos (PIS e COFINS), para evitar que os reajustes nas tarifas pudessem pressionar a inflação.9 Assim, as tarifas de ônibus, trens urbanos e metrô foram reajustadas para R$ 3,20 a partir de 2 de junho, desencadeando os protestos.10 nota 2

Manifestações


Protesto contra o aumento das passagens de ônibus no centro do Rio de Janeiro.
Desde o começo do mês de junho ocorrem protestos periódicos na cidade de São Paulo, onde mais de cinco mil pessoas12 se reúnem em pontos, como a Avenida Paulista, para se manifestar contra o aumento das passagens do transporte público municipal.13 Durante os protestos, foram registrados episódios de vandalismo14 , agressões a policiais militares15 e mais de duzentas pessoas foram presas, além de jornalistas e civis terem sido agredidos por policiais militares.16 17 18
Manifestantes de outras sete capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, Maceió, Porto Alegre e Goiânia, também começaram a realizar atos públicos pelos mesmos motivos dos realizados em São Paulo, tomando o aumento da passagem do transporte público como estopim para protestar contra o governo e outros problemas sociais.19
No Rio de Janeiro, mais de duas mil pessoas se concentraram no centro da cidade;20 21 em Goiânia, aos protestos foram motivados por uma ação judicial do Procon local para que o valor da passagem de ônibus, de R$ 3, retornasse ao valor antigo, de R$ 2,70; em Porto Alegre, as manifestações conseguiram fazer com que o poder público recuasse no aumento das tarifas, com uma liminar do Ministério Público mantendo a passagem a R$2,85, sem aumento de R$0,20; além de outras cidades, como Niterói, onde mais de duas mil pessoas protestaram pela diminuição do preço da passagem de ônibus durante o dia19 22 e entraram em confronto com a polícia à noite.23

Manifestação do Movimento Passe Livre (MPL) em São Paulo.
Outros protestos, não diretamente relacionados ao aumento do preço da passagem, aconteceram no Brasil no mesmo período. Em Brasília, organizado pelo Facebook, um grupo de cerca de 500 pessoas chegou ao estádio Mané Garrincha para apoiar a onda de protestos e fazer manifestação contra a verba pública utilizada na Copa do Mundo de 2014, ficando aglomeradas na entrada sul do estádio de Brasília. Houve também apoio de professores, pedindo por maior valorização da categoria e dos serviços públicos. Devido a proximidade com o Mané Garrincha, a polícia isolou o protesto e colocou o Batalhão de Choque preparado para agir. Um dos policiais pediu, por telefone, que a equipe da cavalaria chegasse rapidamente e ainda ameaçou que "todo mundo iria perder o emprego". A abertura dos portões do estádio sofreu atraso em decorrência dos protestos, que ocorreram um dia após um protesto de sem-terras em frente ao estádio. O chefe da Casa Militar do Distrito Federal, coronel Rogério Leão, que negociou com manifestantes sem-teto no Eixo Monumental, principal via de acesso ao estádio, já havia avisado que novos protestos não seriam tolerados e que a repressão seria mais forte. O Bope fez um cordão de isolamento para que os manifestantes não se misturem aos torcedores que estavam entrando no estádio. Houve confronto, com muitos lançamentos de bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha. O tumulto provocou correria, o que fez com que os membros do protesto se misturassem aos torcedores, que se acumulavam para entrar no estádio. Durante a confusão, um sargento da polícia tentou orientar os que não estavam envolvidos. "Esse gás não é tóxico, é lacrimogêneo. Procurem não esfregar os olhos. Continuem entrando. A polícia está apenas contendo uma pequena manifestação", com ajuda de um alto-falante. O confronto foi reiniciado em diversas oportunidades ao longo da tarde, a cada vez que os manifestantes tornavam a se aproximar do estádio, sempre envolvendo torcedores. Segundo a Polícia Militar, oito policiais foram feridos por pedradas. Oito manifestantes foram detidos e encaminhados a um distrito policial próximo do estádio - alguns deles chegaram a ser propositalmente atropelados por policiais em motos enquanto tentavam escapar. O balanço divulgado pela corporação indica que não há manifestantes feridos. A reportagem do portal Terra afirma ter flagrado pelo menos duas pessoas com ferimentos causados por tiros de bala de borracha: um homem de 19 anos, acertado na perna esquerda, e uma mulher, que deixou o local em uma ambulância com machucado na cabeça.24 25 26

Atos

Protesto Cidades Data Total de participantes Número de feridos Número de detidos
1º Ato contra o aumento das passagens27 Porto Alegre 18 de fevereiro de 2013


2º Ato contra o aumento das passagens28 Porto Alegre 25 de março de 2013


1º Ato contra o aumento das passagens São Paulo (entre outras) 6 de junho de 2013 2 mil29 5029 1529
2º Ato contra o aumento das passagens São Paulo (entre outras) 7 de junho de 2013 5 mil29

3º Ato contra o aumento das passagens São Paulo (entre outras) 11 de junho de 2013 10-12 mil29 Dezenas, sendo três policiais29 Ao menos 2029
4º Ato contra o aumento das passagens São Paulo e Rio de Janeiro (entre outras) 13 de junho de 2013 10 mil (em São Paulo)29 105 (em São Paulo) 325 (em São Paulo)30
5º Ato contra o aumento das passagens São Paulo31 e Rio de Janeiro32 17 de junho de 2013


Revolta da Salada

As manifestações, especialmente em São Paulo, receberam esse apelido, depois da detenção de mais de 60 manifestantes por estarem portando vinagre,33 como o jornalista Piero Locatelli da revista Carta Capital 34 35 36 . O vinagre seria utilizado como meio de proteção ao gás lacrimogêneo e spray de pimenta34 . O tom irônico também vem sendo empregado nas redes sociais para nomear o quinto ato, apelidado de "Marcha pela legalização do vinagre".37

Críticas

Aos manifestantes


Manifestante com lata de tinta spray próximo a um ônibus em São Paulo; atos de vandalismo foram foram alvo de críticas

Ônibus pichado por manifestantes em São Paulo.
O prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o governador do Estado Geraldo Alckmin e o Vice-Presidente do Brasil Michel Temer criticaram os manifestantes envolvidos em confrontos com a polícia e atos de vandalismo. Alckmin qualificou-os como "baderneiros", enquanto Haddad se referiu aos envolvidos como "pessoas inconformadas com o Estado democrático de Direito".38 O Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo condenou os atos de vandalismo e afirmou que o governo federal estaria a disposição do Estado de São Paulo para um eventual auxílio no enfrentamento dos protestos.39
No dia 12 de junho, quase a totalidade dos 55 vereadores eleitos da Câmara Municipal de São Paulo repudiaram os protestos em discurso, denominando os participantes de "criminosos", "marginais" e "delinquentes". O líder de governo na Câmara, Arselino Tatto, afirmou que dentre os manifestantes, haveriam "infiltrados" na passeata com a intenção de desestabilizar o governo municipal. Durante a sessão, o único legislador a se pronunciar a favor dos protestos foi o vereador Toninho Vespoli, que foi também objeto de críticas dos seus colegas pela participação nas manifestações.40
Em comentário feito no dia 12 de junho, o jornalista Arnaldo Jabor, no Jornal da Globo, afirmou que a grande maioria dos manifestantes seria composta por jovens de classe média e que a manifestação seria decorrente de ignorância política e do estímulo dos protestos na Turquia. Em tom provocador, Jabor questionou por que não lutam contra a PEC 37 que, em sua opinião, seria um motivo mais legítimo. Por fim, finaliza dizendo que os manifestantes talvez nem sequer saibam o que é a PEC 37 e que não valham sequer os R$0,20 do aumento das passagens.41
O blogueiro Reinaldo Azevedo criticou duramente os manifestantes em seu blog, chamando-os de "terroristas", "baderneiros" e ligando os protestos ao Partido dos Trabalhadores.42
O senador Aloysio Nunes também se referiu aos manifestantes como "baderneiros" e defendeu a ação enérgica da polícia, além de ter criticado o prefeito Fernando Haddad por reconhecer abusos por parte da polícia antes de qualquer investigação sobre o caso.43

À Polícia Militar

A ação policial a fim de conter os manifestantes recebeu duras críticas, especialmente após os protestos do dia 13 de junho. A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional publicou uma nota onde critica a violenta resposta policial às manifestações populares,20 44 dizendo que "vê com preocupação o aumento da violência na repressão aos protestos contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo" e que "também é preocupante o discurso das autoridades sinalizando uma radicalização da repressão e a prisão de jornalistas e manifestantes". A ONG ainda afirma que "o transporte público acessível é de fundamental importância para que a população possa exercer seu direito de ir e vir, tão importante quanto os demais direitos como educação, saúde, moradia, de expressão, entre outros" e que "é fundamental que o direito à manifestação e a realização de protestos pacíficos seja assegurado."20 44

Soldados da polícia militar atiram em direção de manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo.
Outra ONG, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgou uma nota condenando a repressão aos protestos e a prisão de jornalistas e manifestantes.20 Benoît Hervieu, representante regional da RSF, afirmou que "a Constituição brasileira está sendo desrespeitada" e que "além da brutalidade dos policiais, as acusações contra os jornalistas não têm fundamento."45 Ex-comandantes da Polícia Militar consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo também apontaram falhas na coordenação, planejamento e execução da operação.46
De acordo com o Movimento Passe Livre (MPL), houve cerca de cem feridos no centro da cidade, dentre quais sete jornalistas do jornal Folha de S. Paulo; dois deles atingidos por tiros de bala de borracha na cabeça.47 Um fotógrafo d'O Estado de S.Paulo acusou um policial de atropelá-lo de propósito com sua viatura no momento em que registrava o momento em que um outro carro da polícia passava por cima de uma barricada em chamas montada pelos manifestantes.48 Um fotógrafo da Futura Press foi atingido no rosto por uma bala de borracha e corre o risco de perder a visão no olho ferido.49 No meio do trajeto do quarto protesto, os manifestantes, que agiam de forma pacífica, foram recebidos com truculência pela tropa de choque da PMESP, que iniciou o confronto em diversos pontos com o objetivo de dispersar o movimento.50 O grupo, em nota, afirmou que entraria com uma representação na Justiça contra a Polícia Militar após a ação do dia 13.51 O prefeito da cidade, Fernando Haddad, reconheceu que o protesto do dia 13 de junho foi marcado pela violência policial52 e o secretário de Segurança Pública de São Paulo pede investigação sobre possíveis abusos da polícia militar.53

Fotógrafo foge de bombas de gás lacrimogênio lançadas pela Polícia Militar de São Paulo durante os protestos em São Paulo.
No dia 13 de junho de 2013, agentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, atuando contra manifestações populares do Movimento Passe Livre, prenderam mais de 60 manifestantes por estarem portando vinagre.33 O vinagre seria utilizado como meio de proteção ao gás lacrimogêneo e spray de pimenta34 nas movimentações que ocorreriam mais tarde naquele dia, que partiu do Theatro Municipal com destino à Avenida Paulista. O jornalista Piero Locatelli da revista Carta Capital chegou a ser detido e levado para a Polícia Civil por carregar uma garrafa de vinagre, o que tornou as manifestações conhecidas como "Revolta do Vinagre", ou "Revolta da Salada".34 35 A ação dos policiais foi posteriormente motivo de sátira nas redes sociais.54
Segundo relatos da imprensa, os confrontos com a polícia naquele dia teriam sido iniciados pela própria corporação.55 Um vídeo divulgado naquela mesma noite mostra um policial danificando uma viatura da própria polícia.56 57 O colunista da Folha de S. Paulo Elio Gaspari disse que "seguramente a PM queria impedir que a passeata chegasse à avenida Paulista" e que os confrontos entre os manifestantes e os policiais "foi um cena típica de um conflito de canibais com os antropófagos".58
Constatou-se também que a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo com a data de validade vencida, embora, em nota, ela tenha afirmado que isto não ofereceria risco à saúde das pessoas.59

À imprensa

Parte da imprensa também foi criticada pela falta de cobertura ao vivo dos protestos. Os canais a cabo Globo News, Band News e Record News foram acusados pela revista Carta Capital de ignorar as manifestações em São Paulo, enquanto exibiam matérias sobre os protestos na Turquia em 2013.60 O Observatório da Imprensa notou que só após as agressões direcionadas à imprensa que certos grupos midiáticos "[despertaram] para o fato de que há vândalos em ambos os lados do conflito".61
Alguns meios de comunicação internacionais criticaram a cobertura dos grandes grupos de comunicação no Brasil, tida como parcial em favor da "versão oficial". Segundo o portal francês Rue89, a mídia brasileira não hesitou ao "caracterizar os manifestantes como vândalos" logo no início.62 63

Repercussão

Nacional


Um cartaz de apoio aos manifestantes intitulado "V de Vinagre" (em referência ao filme V de Vingança).
Os protestos ganharam cobertura midiática imediata no Brasil. De início, o jornal Folha de S.Paulo criticou as manifestações, acusando os manifestantes de vandalizarem vias da cidade64 - no dia seguinte, defendeu em seu editorial que os manifestantes "são jovens predispostos à violência por uma ideologia pseudorrevolucionária, que buscam tirar proveito da compreensível irritação geral com o preço pago para viajar em ônibus e trens superlotados" e que "lançam mão de expediente consagrado pelo oportunismo corporativista: marcar protestos em horário de pico de trânsito na avenida Paulista, artéria vital da cidade. Sua estratégia para atrair a atenção pública é prejudicar o número máximo de pessoas"65 O jornal também defendeu as intervenções da polícia.65 No dia 14, porém, reconheceu a truculência da polícia, após ter sete de seus repórteres feridos pelas ações da corporação66 67 - uma delas levou um tiro de borracha no rosto, levando o jornal a repudiar "toda forma de violência" e "a falta de discernimento da Polícia Militar no episódio".68 No dia seguinte, publicou editorial no qual afirma que a polícia "protagonizou [...] um espetáculo de despreparo, truculência e falta de controle ainda mais grave que o vandalismo e a violência dos manifestantes, que tinha por missão coibir".69
O jornal O Estado de S.Paulo tomou um posicionamento similar ao da Folha: acusou os manifestantes de destruir agências bancárias e lojas, pichar prédios e incendiar ônibus70 , para no dia seguinte, em editorial, chamar os organizadores dos protestos de "baderneiros", acusar os manifestantes de "aterrorizar a população" e dizer que o vandalismo "tem sido a marca do protesto", além de considerar "moderada" a reação da PM e cobrar ainda mais rigor das polícias nos próximos protestos.71
A revista semanal Veja São Paulo acusou o MPL de provocar "doses de barulho e de confusão inversamente proporcionais ao seu tamanho".72 Também afirmou que os manifestantes protestam "sempre nas artérias principais da cidade, para chamar atenção, causando a maior balbúrdia possível e prejudicando um incalculável número de cidadãos que não consome drogas, trabalha oito horas por dia, não desfruta de imunidade sindical, sofre com o trânsito e quer viver em paz, com segurança, tendo assegurado seu sagrado direito de ir e vir".72 Reconheceu, entretanto, que a polícia está despreparada para lidar com situações semelhantes e que ela "perde a razão quando exagera na força".73
Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a interrupção do trânsito durante um protesto é um ato de vandalismo e, dessa maneira, deve ser tratada como um "caso de polícia".74

Internacional

Os protestos receberam destaque nas principais agências de comunicação internacionais, que ressaltaram a "truculência" da polícia brasileira e o "clima de insegurança" presente na véspera de grandes eventos esportivos a serem sediados no país.62 75 Dentre os grupos midiáticos que cobriram os protestos incluem-se o jornal espanhol El País,76 77 o francês Le Monde78 e a rede de notícias norte-americana CNN.79 80 Para a rede britânica BBC, as manifestações trariam complicações para a realização da Copa das Confederações, especialmente no caso de protestos análogos que ocorreram na cidade do Rio de Janeiro.81 82 O jornal americano The New York Times concordou e destacou os confrontos entre os manifestantes e a polícia. O periódico também comparou o movimento com a Revolta do Vintém de 1879 no Rio de Janeiro, uma série de protestos populares contra o aumento das passagens dos bondes.83 A revista alemã Der Spiegel anunciou que houve "batalhas de rua por causa de sete centavos [R$0,20 convertidos em Euro]".84
Após os acontecimentos do dia 13 de junho, protestos em solidariedade aos participantes das manifestações de São Paulo foram marcados em Portugal, França, Alemanha, Irlanda, Canadá, dentre outros países, perfazendo um total de 27 cidades no mundo.85 86 Manifestantes da Turquia também expressaram em mensagens apoio aos protestos no Brasil.87




Aldo Rebelo rejeita comentar protestos nos estádios da Copa das Confederações



Rio de Janeiro, 16 jun (EFE).- No intervalo entre o duelo entre México e Itália pela Copa das Confederações, no Maracanã, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não quis comentar os confrontos entre policiais registrados no entorno do estádio neste domingo, nem os que aconteceram em outras cidades nos últimos dias.

"Deixa eu ver o conjunto da obra e aí sim vou dar uma declaração", comentou o titular da pasta, antes de retornar para o local na tribuna de honra onde acompanha o jogo.

Hoje, poucos minutos antes do jogo pelo grupo B da competição, policiais entraram em confronto com manifestantes que programaram ato no entorno do Maracanã. Não foi divulgado o número de feridos. O fotógrafo Luiz Roberto Lima, das agêncais Estado e Globo passou mal devido a intoxicação causada pelo gás de pimenta lançado pelos agentes de segurança.

Globo ignora protestos e mostra ‘país em festa’ no Esporte Espetacular



Globo ignora protestos e mostra ‘país em festa’ no Esporte Espetacular


Protestos na porta do estádio Mané Garrincha, confrontos com a polícia e vaias à presidente Dilma Rousseff marcaram o primeiro dia da Copa das Confederações? Não para a TV Globo. Na edição deste domingo do Esporte Espetacular, a emissora ignorou completamente qualquer fato negativo relativo à abertura do torneio em solo nacional e exibiu uma ‘realidade paralela’.
A programação de 2h30 do programa dominical foi uma verdadeira propaganda da competição da Fifa. A ampla cobertura da Copa das Confederações trouxe diversas reportagens exaltando o torneio e passando a ideia de uma grande festa em todo o país.
Somente no primeiro bloco, foram exibidas matérias sobre o ‘comando vitorioso’ de Felipão, outra com torcedores elogiando a seleção brasileira (“o verdadeiro Brasil voltou”) e uma reportagem com festas em todo o país, com multidões reunidas para assistir à estreia do país no melhor clima Copa do Mundo.
No decorrer do programa, o Esporte Espetacular ainda mostrou matérias sobre praticamente todas as equipes da Copa das Confederações, trouxe imagens da atuação de Neymar contra o Japão, falou sobre a alegria dos voluntários que trabalham no torneio, contou a história de um torcedor que acompanha a seleção brasileira em todas as competições pelo mundo e exibiu um documentário sobre a Espanha.
A atração ainda trouxe links ao vivo no treino da seleção brasileira, além de Recife e Rio de Janeiro, palcos das partidas deste domingo. A única crítica à organização do torneio, e de forma velada, ocorreu justamente em uma destas entradas.
Ao falar sobre a seleção uruguaia, Pedro Bassan contou que os jogadores do país ficaram incomodados com os problemas encontrados para treinar em Recife na última semana.
No fim do programa, porém, o clima de ‘corrente para frente’ voltou a imperar e a atração foi encerrada com imagens da vitória da seleção brasileira, embaladas com a música ‘Ousadia e Alegria’, do cantor Thiaguinho.

Apresentador João Carlos Albuquerque da ESPN fala sobre protestos

As rádios CBN e BandNews tiveram seus sinais cortados e substituídos pelas narrações dos jogos de futebol que estão acontecendo agora. As câmeras de vigilância pública da Prefeitura do Rio de Janeiro estão desligadas. Os manifestantes estão cercados dentro da Quinta da Boa Vista, sendo alvo de bombas de gás, de efeito moral e balas de borracha. Há famílias e crianças dentro do parque. Eles estão considerando NEGOCIAR SUA LIBERAÇÃO.

A PM sequestrou os manifestantes.

Se isso não é prisão política, se isso não é massacre, se isso não é repressão autoritária EU NÃO SEI MAIS O QUE É.
As rádios CBN e BandNews tiveram seus sinais cortados e substituídos pelas narrações dos jogos de futebol que estão acontecendo agora. As câmeras de vigilância pública da Prefeitura do Rio de Janeiro estão desligadas. Os manifestantes estão cercados dentro da Quinta da Boa Vista, sendo alvo de bombas de gás, de efeito moral e balas de borracha. Há famílias e crianças dentro do parque. Eles estão considerando NEGOCIAR SUA LIBERAÇÃO.

A PM sequestrou os manifestantes.

Se isso não é prisão política, se isso não é massacre, se isso não é repressão autoritária EU NÃO SEI MAIS O QUE É.






Onde está o Fair Play?

- Amigos do futebol, onde está o respeito, onde está o Fair Play? - A pergunta foi feita pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, ao público que vaiava a presidenta Dilma, durante abertura da Copa das Confederações. Por um momento, me indignei com o Blatter, mas alguns segundos depois, pensei novamente e me perguntei “Onde está o fair play?”

Pra quem não acompanha futebol, fair play é uma expressão usada no vocabulário do esporte e que quer dizer algo como “lealdade”, “honra”, “jogo limpo”, e é uma das coisas mais bonitas que existe no futebol, no meu ponto de vista.

Me coloco no lugar de um dos que vaiaram, porque eu realmente vaiaria, e me pego pensando:

Onde está o Fair Play do governo, que ao ver o povo, a fonte de seu poder, nas ruas protestando pacificamente, decide enviar a polícia para atacar, reprimir, e tratar como terrorista o povo?

Onde está o Fair Play do governo, que nos faz trabalhar praticamente 4 meses, só pra pagar impostos que são mal aplicados, e que em grande parte, não tem retorno direto para o bem-estar, qualidade de vida e desenvolvimento humano dos brasileiros?

Onde está o Fair Play dos condenados pela justiça no escândalo do “Mensalão”, que, não bastando estarem condenados e continuarem soltos, ainda estão com seus mandatos de deputados, e como se não fosse muito, ainda compõe comissões da Casa Legislativa?

Onde está o Fair Play dos políticos, que viram na Copa do Mundo a chance de encher o bolso para uma próxima campanha, desviando dinheiro público, superfaturando obras, criando estádios onde não existe sequer um time de futebol de grande expressão?

Onde está o Fair Play da Fifa, que chegou impondo ordens sobre como devemos fazer para termos uma bela Copa do Mundo, segundo os padrões internacionais, alterando até mesmo o formato das tradicionais redes dos gols do Maracanã, dizendo quem pode ou quem não pode ter meia-entrada nos jogos, interferindo em nossa própria lei?

Onde está o Fair Play do governo, que permite tais atrocidades com dinheiro público, enquanto no Brasil, com esse dinheiro, hospitais e escolas poderiam estar sendo reformados, construídos, pessoas poderiam estar sendo ajudadas?

Realmente, Blatter. A pergunta foi totalmente coerente. Só que a pessoa a quem você devia ter perguntado isso, estava do seu lado. Presidenta, onde está o Fair Play?


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

PURAINFO ABRE INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA EAD EXCEL 2010

pessoal curso da hora na faixa, vale a pena pois conheço o diego e posso dizer que manja muito , abraço a todos!

helio


PURAINFO ABRE INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA EAD EXCEL 2010

LogoPurainfo2012-2 copy
Saudações a todos,
Com muita alegria, conforme anunciamos aqui, o Purainfo está lançando seu próprio método EAD, juntamente com escolas parceiras.
A hora de testar o beta está chegando! E pensando nisto, abriremos 50 vagas gratuitas, para alunos de todo o Brasil que têm interesse em aprender ou aperfeiçoar seu Excel.
As vagas serão  disponibilizadas mediante sorteio, e o curso se inicia em Janeiro/2013.
Para participar do sorteio, basta mandar um email para contato@purainfo.com.br, e mencionar no assunto: CURSO EXCEL 2010 BETA.
 Obrigado a todos.
 http://www.purainfo.com.br/artigos/purainfo-abre-inscricoes-gratuitas-para-ead-excel-2010/

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ganso: acabou a novela!







 ganso: acabou a novela!

 


http://blogmiltonneves.bol.uol.com.br/blog/2012/09/20/acabou-a-novela-ganso-e-do-sao-paulo/#comentarios



Terminou há pouco na Avenida Paulista a reunião entre o São Paulo, o Santos e a diretoria da DIS.
A reunião aconteceu na sede do Sonda Supermercados, no Conjunto Nacional.
Sonda que é conduzido pelo presidente profissional J. Barral.
Paulo Henrique Ganso esteve também nesta reunião que concretizou sua ida para o Morumbi.
Detalhe: o menino Ganso não quis falar comigo ao telefone.
Segundo Delcir Sonda, meu amigo há 20 anos, o novo jogador do São Paulo não gosta de mim porque “você meteu muito o pau nele, sempre ficando contra ele e contra a DIS nessa relação dele com minha empresa”.
Adalberto Baptista também foi fundamental na reunião que aconteceu hoje na sede do Sonda às 11h47.
O São Paulo hoje pagará à vista os R$23 milhões 914 mil ao Santos.
Já o processo pendente entre a DIS e o Santos em relação à participação da empresa nas vendas de André e Wesley seguirá normalmente à parte.
Ou seja, a Justiça, futuramente, decidirá quem tem razão.
Assim, Ganso é do São Paulo por R$23 milhões 914 mil, ficando o time da Vila ainda com o direito de 5% do valor de futura e eventual transferência de Ganso do Morumbi para qualquer time do mundo.

 http://blogmiltonneves.bol.uol.com.br

domingo, 26 de agosto de 2012

                 1 x

   São Paulo vira sobre o Corinthians e quebra jejum .


 

Artilheiros e decisivos, Emerson e Luis Fabiano são peças-chave de seus times. Ambos voltaram a jogar neste domingo depois de seis partidas fora, por contusão, e mostraram caráter decisivo. Mas no placar de gols, deu Fabuloso. Com dois gols dele contra apenas um do Sheik, o São Paulo quebrou incômodo jejum no Pacaembu, bateu o Corinthians por 2 a 1 e terminou o primeiro turno na quinta posição do Campeonato Brasileiro, com 31 pontos, quatro atrás do Vasco, primeiro time do G-4. O Timão, com 24, está na 12ª posição.

Fabuloso se recuperava de um estiramento na coxa esquerda, sentiu o cansaço em alguns momentos, mas foi perfeito nas duas chances que teve de marcar. Acabou sendo decisivo para acabar com o fantasma da casa corintiana. No Pacaembu, o Tricolor não vencia desde uma goleada por 5 a 1, em 2005. Até então, de lá para cá, seis vitórias consecutivas do Timão no estádio.
Emerson abriu o placar no início do primeiro tempo, mas cansou junto com o time no segundo tempo. Tite tentou uma pressão final, sem efeito. Com duas derrotas nos dois clássicos finais do primeiro turno (3 a 1 para o Santos e 2 a 1 para o São Paulo), a equipe estacionou na tabela. O pensamento está no Mundial de Clubes, claro, mas o torcedor espera uma melhora no segundo turno do Brasileirão.
O Corinthians volta a jogar na próxima quarta-feira, quando enfrenta o Fluminense, às 22h (de Brasília), no Engenhão. Na quinta, o São Paulo recebe o Botafogo, às 21h, no Morumbi.


Esperançoso, o São Paulo tinha seu trio de protagonistas juntos pela primeira vez em 2012: Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano. E só. O Tricolor, acuado, sofreu com o jogo coletivo, o toque de bola rápido e, principalmente, a enorme pressão do Corinthians, que marcava implacavelmente as saídas de bola. Mérito para o técnico Tite, que incutiu tão bem essa característica nos atacantes corintianos. Desde o primeiro minuto, sufoco para cima de Rafael Toloi e Rhodolfo, além dos improvisados Paulo Miranda, na lateral direita, e Douglas, na esquerda.


Em 15 minutos, o Timão poderia ter construído uma goleada, tamanha a superioridade demonstrada em campo. Um dos principais méritos desse Corinthians versão 2012 é que ele sabe resolver um jogo em poucos toques. Aos cinco, Paulinho avançou a marcação, roubou de Paulo Assunção e deixou Emerson na cara do gol. Decisivo, o Sheik tirou de Rogério Ceni e fez 1 a 0.
Depois do gol, foram mais cinco finalizações perigosas, todas chances reais de gol. Rogério Ceni salvou uma, Douglas tirou outra em cima da linha, e o jogo de um time só se desenhava. O problema é que um clássico como o Majestoso não permite tantos vacilos. Apesar de jogar bem melhor, o Timão não foi feliz nas finalizações, e a vantagem magra deixou o jogo indefinido.
Ney Franco inverteu seus laterais, colocou Douglas na direita, sua posição de origem, e deslocou Paulo Miranda para a esquerda. Aí a marcação encaixou, a pressão diminuiu, e o Tricolor começou a jogar futebol. A primeira metade do jogo serviu de aprendizado, e o São Paulo usou tática semelhante à do rival para buscar o empate. Aos 23, cenário idêntico ao do Timão: roubada de bola, toque para o artilheiro e gol. Lucas puxou o contra-ataque e deixou Luis Fabiano na cara de Cássio: 1 a 1, e oitavo gol do Fabuloso no Brasileirão.
Em minoria no Pacaembu, os cerca de dois mil são-paulinos começaram a se empolgar. Um desavisado comemorou no meio da torcida do Corinthians, nas numeradas, e teve de sair do local em que estava sentado. O time tricolor teve mais chances, com Maicon, que finalizou para fora, e Douglas, que apareceu com liberdade na área após bela jogada de Lucas. O Corinthians continuou no comando da partida, mas num ritmo bem mais lento, talvez guardando gás para o segundo tempo. Bom para o Tricolor, que conseguiu respirar um pouco mais aliviado.
“Bolt” decide mais uma vez
Há seis partidas fora do time, Luis Fabiano apostou em uma estratégia arriscada para tentar furar o bloqueio corintiano. Ele sempre se colocou entre os zagueiros Chicão e Paulo André, buscando uma falha na linha de impedimento para aparecer livre na cara de Cássio. Nas primeiras sete tentativas, a bandeirinha assinalou irregularidsde, parando as jogadas. Mas o Fabuloso continuou se guardando por ali, à procura da brecha.
Do lado corintiano, Tite substituiu Douglas, que jogava gripado, e lançou Martínez no segundo tempo. O argentino caiu pelo lado esquerdo, e Danilo passou para a armação no meio-campo. Com um ritmo diferente, mais cadenciado, o Timão parou de levar perigo a Rogério Ceni. A jogada mais aguda foi com Emerson Sheik, que dividiu com Rafael Toloi dentro da área, levou a pancada, mas o árbitro Wilson Luiz Seneme deixou o jogo seguir.
Luis Fabiano gol São Paulo (Foto: José Patrício / Ag. Estado)Luis Fabiano imita Usain Bolt na comemoração do segundo gol tricolor (Foto: José Patrício / Ag. Estado)
Aquela pressão dos 15 minutos iniciais teve um preço alto para o Corinthians. O time cansou, abriu espaços e passou a errar. Aos 16, na oitava tentativa de deixar Luis Fabiano em impedimento, a zaga falhou, e o centroavante tricolor disparou em velocidade, em posição legal. Como um raio, deu uma meia-lua em Cássio e finalizou para o gol vazio. Com tanta correria, o homenageado não poderia ser outro: Fabuloso imitou o gesto característico do velocista jamaicano Usain Bolt, campeão olímpico nos 100m e 200m rasos.
No mesmo estilo Bolt, Lucas apareceu mais pelo lado direito do ataque, aproveitou o cansaço de Paulo André e fez boas jogadas em cima do rival. A torcida corintiana empurrou, mas o gás acabou cedo demais dentro de campo. Boas jogadas, só pelo alto. Por ironia, foi o baixinho Romarinho quem aproveitou as duas melhores chances por cima, mas parou em Rogério Ceni. Mas a tarde era fabulosa e tricolor: o São Paulo acabou com o jejum do Pacaembu e se aproximou do G-4 do Brasileirão.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Paulopes: Milagreiro Valdemiro procurou um hospital para cur...

Milagreiro Valdemiro procurou um hospital para curar seu joelho

Pastor diz que Deus o usa para curar câncer,
mas recorreu à medicina para seu joelho
O milagreiro Valdemiro Santiago (foto), 48, chefe da Igreja Mundial, se submeteu no dia 21 de novembro a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein em São Paulo para resolver um problema no joelho.

A informação é do Globo de hoje, mas um dia depois da operação um leitor anônimo postou neste blog que na rua Carneiro Leão, onde fica a sede da Mundial, em São Paulo, já corria a notícia da intervenção no joelho de Valdemiro.

“Você [Valdemiro] cura portadores do vírus da Aids, mas não consegue curar o seu próprio joelho”, escreveu o leitor.

Para não ser acusado do crime de charlatanismo, Valdemiro afirma constantemente que quem cura não é ele, mas Deus. O “ungido”, conforme dizem seus fiéis, além de viabilizar a cura de Aids, faz paralítico andar, cego enxergar, pessoa com câncer terminal ficar boa, defunto levantar, etc. Em dois ou três programas na TV, Valdemiro faz mais milagres do que Jesus em toda a Bíblia.

Recentemente, em um dos seus programas, provavelmente antes da operação de seu joelho, Valdemiro disse que o “médico é importante, mas quem dá a última palavra é Deus”.

Em seu caso, contudo, quem deu a última palavra foi um dos dois melhores hospitais do Brasil (ou outro é o Sírio Libanês), com excelentes equipes médicas e equipamentos de tecnologia avançada. É também um dos hospitais mais caros.

A Mundial, com 4.500 templos, é a igreja pentecostal que mais tem crescido no Brasil graças aos “milagres” de Valdemiro. O Globo, na reportagem de hoje, diz que a construção de um templo para 150 mil fiéis pela Mundial mostra que a denominação ameaça a hegemonia da Igreja Universal, que possui cerca de 5.000 templos.

O jornal informou que Valdemiro mora em um condomínio de luxo em Alphaville, na região da Grande São Paulo e perto da rodovia Castelo Branco. Ali, os congestionamentos de trânsito se agravaram neste ano, mas isso não é problema para Valdemiro. Ele tem um helicóptero. Para viagens longas, usa um avião.

Valdemiro tem vida de milionário, mas disse recentemente que isso não se deve à Mundial. “Hoje, tenho o fogão que quiser. Como o que quiser, moro onde quiser, mas não dependo dez centavos da igreja, nenhuma moeda da igreja.” Com a sua mulher, a Francileia, 46, e outro sócio, ele é dono de uma empresa de comunicação e de uma gravadora de CDs.

Além da abundância de milagres que diz proporcionar, o seu diferencial em relação a Edir Macedo, o chefe da Universal, é a criatividade para arrecadar dízimo.

Ele já inventou do trízimo (10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo). Na loja de sua igreja, já houve meias ungidas vendidas a R$ 153 o par, martelinho sagrado de R$ 1.000, entre outras enganações respaldadas pela Constituição que garante ao brasileiro a liberdade de acreditar no que quiser. E é o que tem sido uma brecha para charlatães.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Valeu, Rivaldo… Muito obrigado!


qui, 01/12/11
por daniel perrone |


Rivaldo, um dos atletas com o curriculum mais vencedor do Brasil. O cara que, para mim, foi responsável direto pela conquista do pentacampeonato brasileiro. Um dos melhores jogadores que o Brasil já teve. Veio para o Tricolor para ajudar com sua experiência e talento, alternando bons e maus momentos. Veterano, já não é mais aquele Rivaldo que ficou eternizado na memória do torcedor e, para não repetir mais um ano no banco de reservas, sua dispensa foi anunciada nesta quinta-feira. Com quarenta anos, ficará difícil acompanhar o ritmo no ano que vem. Por isso fica aqui meu agradecimento por ter vestido o Manto Sagrado mais vencedor do Brasil. Valeu, Rivaldo. Segue sua vida e fique com Deus. Obrigado!

domingo, 10 de julho de 2011

O SÃO PAULO VOLTOU!

Sem Carpegiani, Rivaldo brilha e ajuda São Paulo a bater o Cruzeiro

Meia vence duelo com Montillo e participa dos gols da vitória por 2 a 1, levando time à vice-liderança. Joel Santana perde seus 100% de aproveitamento


Vários aspectos no futebol fazem a diferença: a tática, a parte física, a técnica, a atitude. Porém, há um quinto fator que andava ausente na cartilha do ex-técnico do São Paulo, Paulo César Carpegiani: a lógica. Sem seu principal jogador, Lucas, que está na Seleção Brasileira que disputa a Copa América, o gaúcho manteve Rivaldo no banco de reservas, apesar da falta de criatividade do time nas três derrotas consecutivas.
Carpegiani caiu, Milton Cruz assumiu interinamente e, em seu primeiro ato, recolocou o camisa 10 como titular, o que não acontecia desde 17 de abril. Resultado: com a ajuda de um time que voltou a lutar demais, o veterano fez a diferença. Assumiu a responsabilidade, distribuiu o jogo e foi o destaque da justa vitória do Tricolor diante de um apagado Cruzeiro por 2 a 1, na fria noite deste sábado, no estádio do Morumbi.
Enquanto o Cruzeiro apostou as suas fichas em Montillo, que foi vigiado por até três jogadores em alguns lances, o São Paulo viu suas principais peças voltarem a crescer. Marlos se destacou, Dagoberto voltou a marcar após 48 dias, e o time, que via ameaçado seu lugar no G-4, vai dormir o sábado na vice-liderança, com 18 pontos, um a menos do que o Corinthians, que neste domingo pega o Atlético-GO. Já os mineiros, que sob o comando de Joel Santana vinham de três vitórias consecutivas, estacionaram na oitava colocação, com cinco pontos a menos.
As duas equipes voltarão a campo no próximo fim de semana, pela décima rodada. O São Paulo irá até Porto Alegre enfrentar o Internacional. Já o Cruzeiro buscará a reabilitação diante do Bahia, em Sete Lagoas. Os dois jogos serão no domingo.
Cruzeiro começa melhor, São Paulo marca, e juiz não marca pênalti
Os times entraram em campo com a mesma postura: três volantes e uma peça de criação no meio-campo. No São Paulo, com a mudança no comando da comissão técnica, Rivaldo figurou como titular, para alegria da torcida presente no Morumbi. Milton Cruz sacou Fernandinho e adiantou Marlos para o ataque, para atuar ao lado de Dagoberto. Além da igualdade tática, quando a bola rolou, São Paulo e Cruzeiro iniciaram jogando da mesma maneira: forçando pelo lado direito de seus ataques. Os mineiros exploravam o setor de Juan, que subia ao ataque e não tinha cobertura na defesa. Do lado tricolor, era Marlos que aproveitava as brechas deixadas pelo improvisado Everton, que é meia de origem, mas foi escalado por Joel Santana como lateral.
Percebendo o problema que havia na defesa, Milton Cruz pediu a Rodrigo Souto para que atuasse mais pela esquerda para ajudar Juan. Isso não só fez diminuir a brecha para os mineiros atacarem, como fez o São Paulo passar a ter o controle da partida. Rivaldo, quando estava com a bola nos pés, fazia o time andar, principalmente porque tinha a companhia de Casemiro, as constantes movimentações de Dagoberto e Marlos na frente e o apoio de Juan pela esquerda. Aos 20 minutos, em um desses lances, saiu o gol são-paulino, com Dagoberto, após bela tabela entre Rivaldo e Marlos. Festa no Morumbi: 1 a 0.
rivaldo marlos são paulo x cruzeiro (Foto: Agência Estado)São-paulinos comemoram: time foi mais aguerrido diante do Cruzeiro  (Foto: Agência Estado)
O Cruzeiro seguiu em busca do empate, mas só tinha alguma inspiração quando Montillo pegava na bola. O problema era que o camisa 10 mineiro era vigiado por, no mínimo, dois jogadores. No mais, Thiago Ribeiro até buscava o jogo, mas faltava qualidade no passe. E os volantes Marquinhos Paraná e Fabrício, diferentemente dos do São Paulo, pouco chegavam ao ataque.
O destaque negativo no frio Morumbi foi o juiz Marcelo de Lima Henrique. Aos 26, ele exagerou ao dar cartão para Dagoberto, que fez falta normal em Montillo. Pior, advertiu o camisa 10 do Cruzeiro, que nada fez. Aos 32, Juan foi atropelado por Marquinhos Paraná em contra-ataque, e o cruzeirense não foi advertido. Para completar, aos 38, ele não viu pênalti claro de Vítor em Dagoberto, que só não marcou porque teve sua camisa puxada dentro da área.
Segundo tempo eletrizante no Morumbi
Os dois times voltaram do intervalo sem alterações. E o São Paulo, em seu primeiro ataque, aumentou a vantagem. Novamente, a inspiração saiu dos pés de Rivaldo, que se livrou da marcação pelo meio e deu assistência perfeita para Marlos, que não perdoou: 2 a 0. Irritado, Joel Santana resolveu mexer na equipe, sacando Vítor e colocando Roger para ajudar Montillo na armação. No entanto, a tentativa não surtiu o efeito desejado. 
Melhor em campo, o São Paulo mudou sua postura, recuando a marcação para tentar matar o jogo no contra-ataque. Juan, em chute cruzado, quase fez o terceiro. Os mineiros ganharam terreno, mas seguiram sem levar perigo ao gol defendido por Rogério Ceni. Foi então que o treinador cruzeirense fez sua segunda alteração, tirando Thiago Ribeiro para colocar Ortigoza. Em seu primeiro ataque, o paraguaio avançou pela direita e cruzou para Wallyson, que, cara a cara com Rogério Ceni, marcou o seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro: 2 a 1.
Foi a vez de o interino Milton Cruz agir, sacando Dagoberto, que sentiu o tornozelo, para colocar Fernandinho. Joel Santana partiu para sua última cartada, com Brandão na vaga de Wallyson. Para dar mais pegada ao meio-campo, o técnico tricolor na sequência colocou Zé Vitor no lugar de Casemiro. O Cruzeiro tentou de tudo, mas o São Paulo conseguiu segurar a pressão. Já nos acréscimos, até para ser ovacionado pela torcida, Milton Cruz sacou Rivaldo e colocou Dener, mais um das catagorias de base de Cotia.  Depois, foi só esperar o tempo passar e comemorar a justa vitória, que afasta pelo menos momentaneamente a nuvem negra que havia se instalado no Morumbi.
SÃO PAULo 2 X 1 CRUZEIRO
Rogério Ceni; Jean, Xandão, Rhodolfo e Juan; Rodrigo Souto, Wellington, Casemiro e Rivaldo (Dener); Marlos e Dagoberto (Fernandinho). Fábio; Vítor (Roger), Gil, Naldo e Éverton; Marquinhos Paraná, Leandro Guerreiro, Fabrício e Montillo; Wallyson (Brandão) e Thiago Ribeiro (Ortigoza).
Técnico: Milton Cruz Técnico: Joel Santana
Gols:Dagoberto, aos 20 minutos do 1º tempo. Marlos, a 1 minuto e Wallyson, aos 25 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Dagoberto, Wellington e Rivaldo (São Paulo); Wallyson, Naldo, Fabrício, Éverton, Gil e Montillo (Cruzeiro)
Renda e Público:R$ 284,320,00 / 11.965 pagantes
Estádio: Morumbi. Data: 09/07/2011. Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ) Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Ediney Guerreiro Mascarenhas
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quinta-feira, 7 de julho de 2011

ATÉ QUE EM FIM MANDARAM EMBORA CARPEGIANI !

07/07/2011 16h45 - Atualizado em 07/07/2011 16h45

Longe de ser unanimidade, Carpegiani penou com baixas e falta de critério

Treinador teve problemas com vários atletas do elenco, sofreu com desfalques em momentos decisivos e mostrou erros infantis em alguns jogos

Por Marcelo Prado São Paulo
Paulo César Carpegiani foi contratado pelo São Paulo no dia 3 de outubro do ano passado para ocupar a vaga deixada por Sérgio Baresi. Dez anos após sua primeira passagem, ocorrida em 1999, ele deixou ótima impressão no início. O São Paulo precisava de uma combinação grande de resultados para se garantir na Taça Libertadores da América de 2011. E, adotando um esquema altamente ofensivo, com quatro homens de frente, o time deu uma arrancada que chegou até a deixar o seu torcedor cheio de esperança. Foram cinco vitórias (Vitória, Grêmio Prudente, Santos, Atlético-PR e Cruzeiro) e apenas uma derrota (Ceará) em seis partidas.
Paulo Cesar Carpegiani técnico do São Paulo na derrota para o Botafogo-SP (Foto: Ag. Lance)Carpegiani sai do São Paulo após a terceira derrota seguida no Campeonato Brasileiro (Foto: Ag. Lance)
As coisas começaram a mudar de figura com a derrota para o Corinthians por 2 a 0, no estádio do Morumbi. De lá para a frente, o time alternou demais em campo e terminou o Campeonato Brasileiro na nona colocação. Com isso, após sete participações consecutivas na principal competição das Américas, o Tricolor voltaria a disputar a Copa do Brasil na temporada seguinte.
Apesar de não ter alcançado o seu objetivo, Carpegiani fez coisas importantes em poucos meses do seu trabalho. Recuperou Carlinhos Paraíba que, de “turista” no CT da Barra Funda, virou titular inquestionável no meio-campo. Deu nova vida a Fernandinho, que vinha sendo muito criticado pela torcida, e transformou o garoto Lucas de promessa em realidade.
Paulo Cesar Carpegiani observa Lucas no treino do São Paulo (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)Um dos méritos do treinador foi transformar Lucas em realidade no Tricolor  (Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
Veio a temporada 2011, e Carpegiani mostrou poder. Pediu a contratação do zagueiro Rhodolfo, do Atlético-PR, e foi atendido. Deu o seu aval para a chegada do lateral-esquerdo Juan, que ficou sem contrato com o Flamengo. Mas, quando Rogério Ceni viu a possibilidade de trazer Rivaldo para dar mais qualidade ao meio-campo, Carpegiani torceu o nariz. As coisas começariam a sair dos eixos, o que ficou provado pouco tempo depois.
Sem a necessidade de jogar com quatro atacantes, como em 2010, Carpegiani passou a escalar o time que considerou ideal. Com uma característica toda particular: a velocidade. Com isso, Rivaldo ficou sem espaço, assim como Cleber Santana, Rodrigo Souto e Fernandão, três dos atletas com salários mais altos dentro do clube. Junior Cesar, quando se recuperou de contusão, só foi utilizado na suspensão de Juan.
 Para complicar ainda mais, o treinador entrou em rota de colisão com jogadores importantes. Primeiro, foi Dagoberto. Após uma discussão durante um jogo contra o Linense, o treinador foi a público e disse que, daquele jogo em diante, o jogador não era mais inegociável. Na ocasião, o camisa 25 foi multado em 10% do seu salário. Na sequência, o atrito foi com Alex Silva, que faltou a um treinamento. Junior Cesar se estranhou com o treinador durante uma atividade, tanto que pediu para ser negociado e foi embora para o Flamengo. (veja no vídeo ao lado a irritação de Carpegiani com Dagoberto)
A maior polêmica, no entanto, crescia a cada jogo da equipe na temporada. Rivaldo não se conformava de não ser utilizado. Carpegiani, por sua vez, deixava claro que o camisa 10 quebrava o ritmo de sua equipe e que só iria utilizá-lo em ocasiões especiais. A insatisfação dentro do grupo foi crescendo, a ponto de o treinador deixar de ser unanimidade.
Rivaldo e Carpegiani no treino do São Paulo (Foto: Ag. Estado)De solução para o meio-campo do São Paulo, Rivaldo transformou-se em problema para Paulo César Carpegiani, que claramente achava que a lentidão do camisa 10 não se encaixava no time  (Foto: Ag. Estado)
Dentro de campo, o Tricolor fez a sua obrigação, que era garantir vaga na semifinal do Campeonato Paulista. Na hora da decisão contra o Santos, no entanto, Carpegiani perdeu Lucas e Rhodolfo, machucados, e o time amargou uma derrota por 2 a 0. Sobrava então a Copa do Brasil, a grande prioridade do primeiro semestre. Uma inesperada derrota por 3 a 1 para o Avaí transformou o sonho da Libertadores em pesadelo. Na saída do gramado, Rivaldo, que não foi usado em Florianópolis, meteu a boca no treinador, que revidou na entrevista coletiva, questionando o caráter do camisa 10.
Carpegiani balançou, chegou a ter sua demissão confirmada pelo então vice-presidente de futebol, Carlos Augusto de Barros e Silva, mas na última hora o presidente Juvenal Juvêncio mudou de ideia e segurou o técnico. Pior: o comandante voltou atrás na polêmica com Rivaldo, pediu desculpas públicas, reconhecendo o seu erro e dizendo que o meia não havia falado nada de grave. Com isso, perdeu ainda mais força entre os jogadores. No entanto, tinha a defesa do principal nome do elenco: o goleiro e capitão Rogério Ceni.
carpegiani são paulo corinthians (Foto: Mario ângelo / Agência Estado)Goleada para o Corinthians voltou a colocar o
técnico na fogueira (Foto: Agência Estado)
Veio então o Campeonato Brasileiro, e o comandante ganhou fôlego com o início arrasador. Nas cinco primeiras rodadas, o Tricolor teve 100% de aproveitamento. Porém, a situação começou a ser inverter no clássico contra o Corinthians. Com um time muito desfalcado, o São Paulo foi atropelado por 5 a 0 e as cornetas voltaram a soar. Elas ganharam ainda mais intensidade com o tropeço seguinte, diante do Botafogo, no Morumbi, por 2 a 0.  E a situação se tornou insustentável após a terceira queda, desta vez contra o Flamengo, na última quarta-feira, por 1 a 0.
Falta de critérios durante as partidas também pesaram contra o técnico
Carpegiani também foi criticado por conselheiros influentes do Morumbi pela falta de critério dentro das partidas. Contra o Corinthians, por exemplo, após terminar o primeiro tempo com um homem a menos e empatando por 0 a 0, achou que poderia enfrentar o oponente de igual para igual. Ele chegou a ser aconselhado por membros da comissão técnica a reforçar a marcação com a entrada de mais um volante, mas pensou em surpreender o rival no contra-ataque. Resultado: com um buraco no meio-campo onde Carlinhos não estava mais, os volantes do Corinthians deitaram e rolaram. O São Paulo levou cinco gols em 45 minutos.
Em relação a Rivaldo, o técnico dizia que só poderia utilizar o camisa 10 quando tivesse Fernandinho em campo, já que o forte era o seu lançamento. Contra o Flamengo, por exemplo, botou Rivaldo e sacou exatamente Fernandinho. A postura tática do time também causava irritação. Nas primeiras vitórias fora de casa, o treinador povoou o meio-campo com quatro volantes. No Engenhão, abriu o time que, mesmo com uma formação ofensiva, deu apenas um chute no gol de Felipe na etapa complementar.
O fim do trabalho de Carpegiani no São Paulo foi anunciado com uma nota no site oficial do clube. Uma despedida seca para o treinador, após nove meses de altos e baixos. E pouco apoio.

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