terça-feira, 30 de março de 2010

Ceni vs. Marcos - O duelo final

Ceni vs. Marcos - O duelo final

Eles são os maiores goleiros em atividade no Brasil. Mas quem é o melhor, Ceni ou Marcos?

Por Rogério Felipini Rezeke

Lado a lado, divididos apenas por um muro na avenida Marquês de São Vicente, zona oeste de São Paulo, convivem os centros de treinamento de Palmeiras e São Paulo. Do outro lado da mesma avenida está o campo do Nacional Atlético Clube, da terceira divisão paulista. Foi esse o terreno neutro que Placar escolheu para promover um encontro entre os dois maiores goleiros em atividade no Brasil. Sim, que nos perdoem Victor, do Grêmio, Fábio, do Cruzeiro, e Bruno, do Flamengo, que vivem uma excelente temporada. Ceni e Marcos são os goleiros que todos queriam. Por mais duro que seja para um torcedor de outro clube admiti-lo.

O encontro entre os dois, em uma sexta-feira de agosto, foi breve; era apenas para a sessão de fotos desta reportagem. O alvoroço quase instantâneo causado pela presença de ambos, cercados por crianças ávidas por um autógrafo, é um retrato do que Rogério Ceni e Marcos representam - não só para os torcedores de Palmeiras e São Paulo. Diz muito também sobre a personalidade de ambos. Ceni, pragmático e obcecado pelo trabalho, passa pelo CT do São Paulo antes do encontro, marcado para 14h30 (o treino da tarde, do outro lado da avenida, seria às 15h30). "Será que o Marcão já está lá? Não posso me atrasar para o treino, hein?", diz, preocupado. Marcos, brincalhão e sem travas na língua, chega pontualmente ao campo do Nacional, para alívio de Rogério. Ainda no estacionamento, os dois se encontram e se abraçam, em um gesto carregado de amizade (conviveram na Copa de 2002), mais que respeito mútuo. Juntos, caminham em um papo amistoso, de amigos que têm a mesma idade e carreiras vitoriosas e semelhantes. Construídas lado a lado, tal qual os centros de treinamento de Palmeiras e São Paulo.

Não bastasse a extensa folha de serviços prestados a seus clubes e à seleção brasileira, Ceni e Marcos têm algo ainda mais precioso, quase utópico, em comum. Podem ser considerados os últimos representantes de uma espécie rara, em extinção, de jogadores fiéis a seus clubes. "Em setembro, vou completar 18 anos de São Paulo. Quando se fala de mim, já se lembram do São Paulo. Quando falam do São Paulo, lembram-se de mim. Essa é uma bandeira que levo pela dedicação e pelo profissionalismo acumulado durante todos estes anos", diz Ceni, resumindo bem o modo como a imagem de ambos se confunde com a de seus clubes.

As semelhanças entre ambos vão além do CEP em comum e da dedicação vitalícia a seus clubes. Antes de chegar à titularidade, Marcos e Ceni precisaram desbancar Velloso e Zetti, até então titulares absolutos e goleiros da seleção brasileira. "Quando cheguei ao Palmeiras e vi o Velloso, quase desmaiei. Você não imagina como era difícil na minha cidade arrumar uma camisa do Velloso, quanto mais treinar junto dele", diz Marcos. Aos poucos, conquistaram a posição e deixaram os ídolos no banco. Marcos e Ceni também tiveram, por boa parte de suas carreiras, fiéis escudeiros que tinham a dura missão de lhes fazer sombra. "Quando estávamos no Palmeiras, dizíamos que éramos o 'Carga Pesada': eu era o Pedro e ele era o Bino. Já demos muitas risadas juntos", diz o goleiro Sérgio, hoje na Portuguesa, que por oito anos foi reserva de Marcos e o trata como irmão. Reserva de Ceni por sete anos, Roger tornou-se fã de seu profissionalismo. "O Rogério não gosta que alguém chegue nele e fale: 'Olha, você errou ali, faz assim da próxima vez'. Eu ficava na minha e ele vinha conversar, dizer que poderia ter ido melhor em uma bola, e eu dizia o que achava. Ter essa confiança dele foi muito importante para mim", diz.

Mas, afinal, quem é o melhor goleiro do Brasil? Os números das carreiras de ambos são parecidos, embora Ceni tenha mais que o dobro de partidas pelo Tricolor que Marcos pelo Verdão - o palmeirense se contundiu mais ao longo da carreira e amargou algum tempo na reserva de Diego Cavalieri, antes de retomar a titularidade. Em matéria de títulos, Ceni também leva uma pequena vantagem, por ter conquistado o Brasileirão em 2006 e 2007. Marcos foi campeão nacional, mas pela série B, em 2003. Marcos conquistou a Libertadores em 1999. Ceni, em 2005. Mas na maior conquista de ambos, o pentacampeonato com a seleção, em 2002, Marcos leva vantagem, por ter sido o titular. Para fazer esse tira-teima, Placar pediu a seis comentaristas esportivos que avaliassem o desempenho de ambos, com base em seis critérios técnicos. O resultado você confere abaixo.

E o encontro entre os dois? Ah, claro, foi recheado de muito humor (assista ao vídeo em nosso site, www.placar.com.br). "Olha o tamanho desse nariz", provoca Marcos. "E essa careca?", dá o troco Ceni, que apressa o fotógrafo. "Só mais uma, hein? Se chegar atrasado, vou ter de pagar caixinha." Feito o último clique, os dois se despedem com mais um abraço. "Até mais, velho, boa sorte", diz Marcos. "Boa sorte pra você também. Contra quem vocês jogam no domingo?" Marcos titubeia na resposta, mas a pergunta na verdade era pura retórica. "Ipatinga, fora de casa, não é?", emenda o obcecado Ceni, de olho nos confrontos do Palmeiras. Amigos, amigos, título brasileiro à parte...

Juízo final
Seis comentaristas deram notas a Marcos e Ceni. Deu o São-Paulino, por um nariz...

Maurício Noriega - SporTV

Marcos
Reflexo: Marcos é muito rápido, o que impressiona por seu tamanho e peso. Nota 9
Saída do gol: Marcos é mais preciso. Quando sai do gol, faz valer seu tamanho. Nota 9
Reposição de bola: É muito bom com as mãos, mas precisa evoluir com os pés. Nota 7
Defesa pelo alto: É um dos pontos fortes de Marcos. Nota 9
Defesa por baixo: Marcos tem muita agilidade pelo tamanho e peso. Nota 8
Lidenraça: Marcos é um líder mais carismático. Nota 10

Total: 52

Rogério Ceni
Reflexo: Ceni tem ótimos reflexos. Nota 8
Saída do gol: Ceni vacila em escanteios e bolas cruzadas na área. Nota 7
Reposição de bola: Ceni é perfeito nas reposições e arma contra-ataques. Nota 10
Defesa pelo alto: E de Ceni também. Nota 9
Defesa por baixo: Muito reflexo com os pés. É impressionante como faz boas defesas. Nota 8
Liderança: Rogério Ceni, mais pragmático. Nota 10

Total: 52

Paulo V. Coelho - ESPN Brasil

Marcos
Reflexo: Marcos compensa a idade avançada com reflexo apurado. Nota 8
Saída do gol: Marcos teve um erro flagrante na final do Mundial em 1999. Nota 8
Reposição de bola: Marcos tem clara dificuldade com isso. Nota 6
Defesa pelo alto: Marcos é muito bom nesse aspecto. Nota 8
Defesa por baixo: Tem reflexo muito apurado e faz defesas importantes por isso. Nota 9
Liderança: Marcos lidera o grupo, mas sua irritação às vezes compromete. Nota 7

Total: 46

Rogério Ceni
Reflexo: E o mesmo se aplica a Ceni. Nota 8
Saída do gol: Ceni falhou na final da Libertadores, contra o Internacional. Nota 8
Reposição de bola: É o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo nesse quesito. Nota 10
Defesa pelo alto: Rogério também se destaca por isso. Nota 8
Defesa por baixo: Ceni se ajoelha para defender. Não é um defeito, mas complica. Nota 7
Liderança: Ceni é o grande líder do elenco do São Paulo. Nota 9

Total: 50

Mauro Betting - Band

Marcos
Reflexo: Cara a cara com atacantes, não há ninguém como ele. Nota 10
Saída do gol: Marcos é um pouco superior nesse quesito. Nota 9
Reposição de bola: Marcos é muito bom com as mãos, mas razoável com os pés. Nota 8
Defesa pelo alto: Marcos leva vantagem sobre Rogério na explosão. Nota 10
Defesa por baixo: Marcos leva vantagem por ter um pouco mais de explosão. Nota 10
Liderança: Marcos é mais afável e cobra mais dos companheiros. Nota 10

Total: 57

Rogério Ceni
Reflexo: Ceni sai em cruz, mas também sai muito bem e tem boa colocação. Nota 9
Saída do gol: O Rogério já saiu mais do gol. Hoje sai menos, sem perder qualidade. Nota 8
Reposição de bola: Ceni é espetacular com os pés e muito bom com as mãos. Nota 10
Defesa pelo alto: Rogério é ótimo pelo alto. Nota 9
Defesa por baixo: É ótimo nas defesas por baixo. Nota 9
Liderança: Rogério Ceni é muito respeitado e admirado. Nota 10

Total: 55

Müller - SporTV

Marcos
Reflexo: Marcos jamais perdeu os reflexos, faz defesas fantásticas. Nota 10
Saída do gol: O Marcos, por ser mais alto, costuma sair melhor. Nota 10
Reposição de bola: Com as mãos, Marcos leva vantagem. Nota 10
Defesa pelo alto: Marcos é muito bom pelo alto. Nota 10
Defesa por baixo: Tem mais explosão e leva um pouquinho de vantagem sobre o Ceni. Nota 10
Liderança: Marcos é um líder mais aberto, fala quando o time vai bem ou mal. Nota 10

Total: 60

Rogério Ceni
Reflexo: Mantém os reflexos, apesar da idade avançada. Nota 10
Saída do gol: Rogério sai bem do gol. Nota 8
Reposição de bola: Ceni é muito preciso nas reposições com os pés. Nota 10
Defesa pelo alto: Rogério Ceni também. Nota 10
Defesa por baixo: Ceni faz boas defesas. Nota 9
Liderança: Ceni é mais introvertido, fala mais para o grupo. Nota 10

Total: 57

Paulo Calçade - ESPN Brasil

Marcos
Reflexo: Marcos tem ótima velocidade de reação. Nota 10
Saída do gol: Marcos está em pé de igualdade com Rogério Ceni. Nota 8
Reposição de bola: Marcos tem dificuldades com os pés. Nota 6
Defesa pelo alto: É mais alto e tem mais envergadura. Leva uma pequena vantagem. Nota 9
Defesa por baixo: Marcos não costuma fazer isso (se agachar). Nota 8
Liderança: Marcos é líder à sua maneira. Nota 10

Total: 51

Rogério Ceni
Reflexo: Rogério também. Isso é fundamental para qualquer goleiro. Nota 10
Saída do gol: Ceni é um bom goleiro pelo alto. Nota 8
Reposição de bola: Ceni é praticamente perfeito, sua reposição é um lançamento. Nota 10
Defesa pelo alto: Ceni costuma sair muito bem nas defesas pelo alto. Nota 8
Defesa por baixo: Ceni costuma se agachar, mas é uma questão de técnica. Nota 8
Liderança: Ceni é um líder no São Paulo. Nota 10

Total: 54

Neto - Band

Marcos
Reflexo: Marcos já esteve melhor, precisa de mais ritmo. Nota 8
Saída do gol: É um pouco melhor que Ceni por ser mais alto e ter mais envergadura. Nota 8
Reposição de bola: Precisa melhorar, mas não treina muito nesse sentido. Nota 5
Defesa pelo alto: Marcos é nota 10 nas saídas pelo alto. Nota 10
Defesa por baixo: Marcos é mais veloz. Nota 9
Liderança: Marcos tem uma liderança forte pelo que representa. Nota 10

Total: 50

Rogério Ceni
Reflexo: Hoje, Ceni tem feito defesas fantásticas. Nota 9
Saída do gol: Ceni vai bem na saída do gol. Nota 7
Reposição de bola: Ceni é um dos melhores do mundo com as mãos e com os pés. Nota 10
Defesa pelo alto: O mesmo vale para o Rogério Ceni. Nota 10
Defesa por baixo: Rogério Ceni é muito bom. Nota 8
Liderança: Tem uma liderança mais de cobrança, é capitão há mais de dez anos. Nota 10

Total: 54

PLACAR FINAL

Ceni: 322 pontos
Marcos: 316 pontos

Matéria originalmente publicada na edição de setembro de 2008 de PLACAR

Faltou competência ao Votoraty para vencer




Notícia publicada na edição de 29/03/2010 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno D - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

  • Emídio Marques Diniz tem agora de preparar o time para enfrentar o Grêmio
O Votoraty dependia apenas de si para se classificar à segunda fase da Série A2, mas não teve a competência necessária para vencer o Taquaritinga, antecipadamente rebaixado, e ficou no 1 a 1, resultado que o deixou na 9.ª colocação. Com isso, volta agora todas as suas atenções para a Copa do Brasil, pela qual enfrenta o Grêmio na quinta-feira, às 19h30, no Estádio Olímpico.
Ontem, em Taquaritinga, o jogo era tão desinteressante para o time da casa que nem o serviço de som apareceu para executar o hino nacional - e os jogadores só foram descobrir quando já estavam perfilados e perceberam que nada acontecia.
Quando a bola rolou, o Votoraty até começou bem a partida, dominando o jogo e envolvendo o adversário com suas costumeiras inversões de posicionamento, mas foi o Taquaritinga quem ofereceu perigo, com um chute de Washington na trave aos 21 minutos. Depois, o Tigre ficou sonolento e pouco perigo ofereceu ao adversário.
No segundo tempo parece que os jogadores do Votoraty lembraram que precisavam vencer a partida para continuar no campeonato e foram para cima. E logo aos 2 minutos de jogo Helder abriu o placar, aproveitando o rebote do goleiro Diego para um chute de longe.
O gol animou o time de Votorantim que passou a criar diversas oportunidades de gol. Aos 6 minutos, Anderson Santos mandou a bola na trave. Mas o time repetiu a mesma deficiência vista em outras partidas: a displicência nas finalizações. Até que aos 21 minutos, Diego Ferreira, do CAT, pegou a bola e mandou do meio da rua para vencer o goleiro Alex - a bola ainda bateu na trave antes de ir para as redes. Jogo empatado e tragédia anunciada.
O Votoraty, então, voltou a pressionar, como se espera de um time que precisa vencer, mas sem a organização que se conhece. O CAT se defendeu como pôde e passou a explorar os contra-ataques, até tendo chances de virar o jogo. O jogo transcorreu até o 50 minutos e, nos últimos, o goleiro Diego, do Taquaritinga, garantiu o empate - e, dizem, a mala branca que correu pelo Estádio Taquarão.
Taquaritinga 1 x 1 Votoraty
Taquaritinga - Diego; Edu Bayer, Toninho, Luciano e Anderson Guarujá; André Santos, Ramires, Darci e Washington (Dhiego Martins); Cleber (Tiaguinho) e Diego Ferreira (Bruno). Técnico: Walmir Furlani
Votoraty - Alex; Henrique, João Paulo e Anderson (Krauss); Carlos Magno, Helder, Sidnei, Neizinho e Marco Aurélio; Francis (Victor Santana) e Anderson Santos (Yan). Técnico: Fernando Diniz
Gols - Helder (Votoraty) aos 2 e Diego (Taquaritinga), aos 21 do 2.º tempo
Arbitro - Marcelo Rogério
Cartões amarelos - Francis e João Paulo (Votoraty)
Local - Estádio Adail Nunes

Grêmio muda foco para Copa do Brasil e espera dificuldades contra Votoraty - 29/03/2010 - UOL Esporte - Futebol


Grêmio muda foco para Copa do Brasil e espera dificuldades contra Votoraty

Marinho Saldanha
Em Porto Alegre
  • Maylson quer manter boa fase do  Estadual na Copa do Brasil; Grêmio espera dificuldades em casa

    Maylson quer manter boa fase do Estadual na Copa do Brasil; Grêmio espera dificuldades em casa

Após mais uma vitória no Estadual, a 13ª seguida, o Grêmio muda o foco mais uma vez e volta suas atenções para a Copa do Brasil. Por ter vencido pelo placar mínimo em Votorantim, o Votoraty ganhou o direito de disputar o jogo de volta em Porto Alegre, que ocorrerá nesta quinta-feira. Respeitando o adversário, os gremistas consideram a partida difícil, mesmo se tratando de um oponente menor, em casa.

"O Votoraty está fora do Paulista, da série A-2, ele e o São Bento, então ele só tem a Copa do Brasil. Há a desvantagem no placar, mas o bom é inimigo do melhor, o melhor ainda esta lá na frente, então vamos trabalhar com força quase que máxima e vamos tentar ganhar para terminar essa eliminatória", assegurou Silas Pereira.

O jogo já começa a ser projetado nesta segunda-feira. Com a situação tranquila no certame gaúcho, o time reitera o respeito ao pequeno clube de São Paulo. "Eu ressaltava na hora da oração, a maturidade do grupo. Nós só ganhamos do Esportivo porque respeitamos o Esportivo. Foi como se enfrentássemos o Inter ou a Copa do Brasil. Isso é muito bom, sinal que o time está maduro. De repente o Votoraty vem fechado também, o discurso deles não é esse, mas não se sabe. O Grêmio respeitou o Esportivo e também vai respeitar o Votoraty", garantiu o treinador.


Mário Fernandes, Douglas e Adílson certamente voltam ao time neste jogo. Leandro e Hugo, recuperados de lesão, podem ficar no banco de reservas. Borges deve retomar os treinamentos durante a semana, porém voltará nas fases finais do Estadual. Para o Grêmio se classificar basta um empate. Já o time do interior paulista precisaria vencer por mais de 1 gol de diferença, ou até mesmo por 1 desde que marque 2 ou mais gols no Olímpico. Quem passar deste confronto terá pela frente nas oitavas de final Avaí ou Coritiba. No primeiro jogo houve empate em 1 a 1, no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Roger Moreira, cantor do Ultraje a Rigor, são-paulino



Dragões da RealO guitarrista/vocalista Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, é um rockeiro de primeira linha, responsável por sucessos nacionais como Inútil, Pelado, Nós Vamos Invadir sua Praia e Sexo, só para citar alguns. Mas, além de fazer rock de qualidade, Roger também é um são-paulino roxo, apaixonado pelo nosso querido Tricolor.

A paixão é tão grande que ele já se apresentou ao vivo diversas vezes com a camisa do SPFC, tocou o hino tricolor em um CD da revista Placar e fez questão de posar para essas fotos com o boné da Dragões da Real. Por isso, fomos trocar uma idéia com Roger para conhecer um pouco mais de mais esse são-paulino famoso.

Site da Dragões - Quando você "descobriu" que era apaixonado pelo SPFC?
Roger Moreira -
Bom, eu não "descobri". Meus pais torciam para o SPFC e me disseram que era o time mais legal e desde pequeno eu sempre torci para o SPFC. Fui sócio do SPFC também e freqüentava o clube e o estádio quando criança. Ainda tenho o título.

Você costuma ou costumava freqüentar estádios de futebol?
Costumava, quando criança, até uns 14 anos de idade.

Onde normalmente costuma ficar quando vai ao Morumbi?
Quando criança, ficava na arquibancada. Nas pouquíssimas vezes em que fui ao estádio depois de grande, normalmente como convidado, tive a oportunidade de ficar na cabine da Globo, na área VIP ou nas numeradas.

Já aconteceram muitas vezes de reconhecerem você no estádio?
Sempre acontece. E muitas vezes me chamam de são-paulino nas ruas.

Você já integrou alguma torcida organizada do SPFC?
Não, mas quando freqüentava as arquibancadas, ficava com a torcida. Acho que era uma única torcida, sem nome. Num tempo em que festejávamos com talco e podíamos levar bandeiras com mastros de PVC. Ficava muito bonito.

Qual a maior alegria que você já teve com o SPFC?
O Bi-campeonato mundial. Foram quase 3 anos em que ninguém podia falar nada do SPFC, até os adversários nos elogiavam.

E qual a maior tristeza?
Bem, sempre que o SPFC perde, é uma tristeza, especialmente quando vai bem até quase o fim e perde um jogo decisivo, como tem acontecido ultimamente.

Você chegou a gravar um clipe do Ultraje no Morumbi. Como foi essa experiência?
Foi muito legal, é claro. Mas foi mais legal ainda jogar no Morumbi, no ano passado, numa partida preliminar antes de SPFC x C... [gambás], em que o SPFC goleou por 3x0. Joguei o primeiro tempo, de 15 minutos, com o Terto de técnico!

Você gravou o hino tricolor no CD da revista Placar, há alguns anos, e é unânime que é uma das melhores versões daquele CD. Como pintou aquele convite e o que você achou da repercussão?
O convite veio da Revista Placar. Fiquei muito contente com o convite e a repercussão foi muito maior do que eu esperava. É sempre pedida em shows e vivo sendo convidado para programas de mesa redonda - recuso a maioria dos convites - como se eu fosse o torcedor mais fanático do mundo. Eu sou realmente são-paulino roxo, mas não tenho tempo de acompanhar todos os campeonatos, tenho outras prioridades na vida. E os times hoje em dia não são como antigamente, em que podíamos contar com um jogador por anos a fio. Acho que só o Rogério Ceni se encaixa nessa categoria atualmente.

Por que o Ultraje inteiro não gravou aquela música, uma vez que só você participou?
Por questões de tempo, mandaram-me a base já gravada. Eu acelerei um pouco o andamento, adicionei uma guitarra e as vozes. Sérgio Serra colocou a guitarra-solo depois.

Já houve algum tipo de contratempo com outros integrantes da banda por causa de sua paixão pelo SPFC?
Não, nunca. Seria ridículo. Somos todos completamente contra radicalismos e/ou brigas por causa de futebol. Por mais que se ame um time, qualquer vida vale mais que um time de futebol. Gostamos de brincar, tirar sarro um do time do outro, mas é só. Não faz sentido um homem feito brigar, ou pior ainda, matar por causa de sua paixão por um esporte.

Se você fosse convidado a gravar o hino de um time como o Gambá FC, você toparia?
É claro que não. Mas não veria mal em cantá-lo em alguma ocasião especial, já que todos sabem que eu vou continuar sendo são-paulino. Espero que ninguém pense em me trucidar a pauladas por causa disso [risos]...

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